A realidade dos CTQs pelo Brasil - Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, no Pará

YD Comunicação - 06/05/2022

O cirurgião plástico Ivanilson Raniéri Brito nos conta, nesta edição, um pouco sobre a realidade do centro de tratamento de queimaduras em que trabalha, no Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência (HMUE), no Pará. Conforme o especialista, o CTQ funciona em uma região com dimensões geográficas muito grandes e, por isso, eles têm a responsabilidade de levar a assistência a toda a região.

Ainda assim, desde que assumiu o CTQ, toda a equipe trabalha com a direção do hospital para ascender, progressivamente, nos níveis de acreditação hospitalar. “Esta é uma meta diária pela busca da excelência para com o nosso usuário”, ressalta Ivanilson Brito.

Onde trabalha e há quanto tempo?

No CTQ do Hospital Metropolitano de Urgência e Emergência, desde 2019.

Como é a estrutura do CTQ, tanto física quanto de profissionais?

Dispomos de 20 leitos, sendo dois de UTI (própria). Funcionamos como uma unidade dentro do HMUE, com fluxos próprios, metas e planos terapêuticos individualizados, com gestão própria, tanto de enfermagem como médica. Dispomos, ainda, de ambulatório diário, cirurgias diárias. Nossa equipe multidisciplinar é bem completa com:

- Responsável técnico e coordenador cirúrgico (dr. Ivanilson Raniéri)

- Coordenação da clínica (dr. Simão Abucater)

- Diarista (dr. Sandro Oliveira)

- Coordenação de enfermagem (enf. Nellyane Ferro)

- fisioterapia, terapia ocupacional, nutrição, serviço social, psicólogos, anestesia, clínico plantonista, cirurgiões plásticos plantonistas, enfermagem, recebemos apoio da CCIH e demais especialidades médicas do hospital.

O atendimento é somente de emergência?

Não. Atendemos tanto casos agudos como sequelas de queimaduras dos pacientes em acompanhamento no nosso ambulatório diário.

Quais as maiores dificuldades encontradas?

Funcionamos em uma região (Norte) com dimensões geográficas muito grandes, temos a responsabilidade de levar a assistência a toda esta região que drena para nosso CTQ. Outra dificuldade são os casos de extrema complexidade que recebemos. Nosso CTQ é o único no Brasil que tem uma expressiva estatística de casos de descarga elétrica que, muitas vezes, superam os acidentes domésticos e/ou de trabalho. São casos de extrema gravidade, mutilantes e que requerem muito esmero de toda nossa equipe, um plano terapêutico individualizado e adequado, além da habilidade de nossos cirurgiões.

Está como chefe do CTQ desde quando?

Desde meados de 2019

Desde que entrou, fez alguma alteração positiva no centro?

Desde que assumimos o CTQ, toda a equipe trabalha incessantemente, juntamente com a direção do hospital HMUE, para ascendermos progressivamente nos níveis de acreditação hospitalar. Esta é uma meta diária pela busca da excelência para com o nosso usuário.

Quando iniciamos, o CTQ não apresentava, ainda, acreditação. Passamos para ONA 1, depois ONA 2 e caminhamos este ano para ONA 3, juntamente com todo o hospital HMUE. Sendo que o nosso CTQ sempre é citado como ponto de destaque nas avaliações da Organização Nacional de Acreditação (ONA). Com imensa satisfação e perseverança, seguimos em frente, buscando a excelência.

Além disso, implantei o curativo a vácuo de baixo custo, que foi um grande ganho para nossos usuários na redução do tempo de internação, diminuição de infecções, da dor, do custo paciente/dia, recuperação de membros. Sendo, desta forma, mais uma opção terapêutica.

Foi implementado, também, o protocolo de sedoanalgesia (pela dra. Aline Cabeça - anestesista), outro grande ganho para esta unidade, fundamental para o conforto do paciente durante as trocas de curativo, reduzindo gastos com derivados opióides, melhorando a dor durante a internação, tornando o paciente mais colaborativo do seu plano terapêutico, garantido mais segurança para a equipe no manejo dentre outras ações indiretas também importantes.

Outro avanço foi a implementação da nossa visita multidisciplinar (pelo dr. Simão Abucater- coordenador clínico), com toda a equipe do CTQ, leito a leito. Horizontalizando nossas ações, deixando o paciente ciente do processo, dividindo responsabilidades, trazendo toda a equipe para a discussão dos casos e, desta forma, impactando diretamente para a melhoria do plano terapêutico.

 


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