A realidade dos CTQs pelo Brasil - Unidade Nelson Piccolo

YD Comunicação - 07/04/2022

Centro de Referência em Assistência a Queimados, a Unidade Nelson Piccolo, que funciona dentro do Hospital Estadual de Urgências da Região Noroeste de Goiânia Governador Otávio Lage de Siqueira (Hugol), já atendeu mais de três mil vítimas de queimaduras graves desde o início de seu funcionamento, em 2015. 

À frente da unidade desde então, Fabiano Calixto Fortes de Arruda fala sobre a estrutura da unidade e sua colaboração neste atendimento. 

- Qual é a estrutura do CTQ? 

A estrutura conta com 10 leitos de enfermaria e sete de UTI, sendo que as crianças ficam na enfermaria e UTI de pediatria. A unidade de queimados do Hugol possui o nome Unidade Nelson Piccolo em homenagem ao pioneiro da atividade em nosso estado.

-  E em número de profissionais?

Somos um corpo clinico com cirurgiões plásticos, clínicos gerais, intensivistas, enfermeiras, terapeutas ocupacionais, fisioterapeutas, fonoaudiólogas, psicólogas e demais especialidades do hospital, com sala de cirurgia e anestesia 24 horas.

-  Tem capacidade para atender quantos pacientes? 

Como somos a referência no Estado, atendemos todos os casos encaminhados e internamos os que necessitam, conforme critérios do CNAQ, portanto além da unidade existem pacientes que vão para enfermaria de especialidades.

-  Quais as maiores dificuldades encontradas? 

Com o aumento da demanda, estamos ampliando o serviço no meio de uma pandemia, então adaptações foram necessárias para o desenvolvimento do ambiente e dos profissionais.

- Com a pandemia, essas dificuldades foram potencializadas? O que mudou com a pandemia?

A pandemia potencializou as internações em todos os hospitais, inclusive no nosso e isto prejudica o ambiente porque aumenta a sobrecarga de trabalho e cuidados; ainda que tudo isto seja passageiro, cria situações desafiadoras

- Está como chefe do CTQ desde quando? Desde que entrou, conseguiu implementar algum projeto, mudar algum protocolo, enfim, fazer alguma alteração positiva no centro?

Estou com chefe da unidade de queimados desde sua abertura, em 2015. Desde o estabelecimento da unidade foram realizados protocolos de atendimento até de condutas e tipos de abordagem cirúrgica e uso de curativos. Implementamos projeto para melhoria de atendimento do paciente  queimado no pronto-socorro por cirurgiões gerais em que conseguimos mostrar através de indicadores específicos a melhora no atendimento dos pacientes queimados neste hospital.

Nos últimos anos, temos participado de vários trabalhos multicêntricos e trabalhos internos para propagação dos cuidados ao paciente queimado. 


Crédito imagem: Hugol


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