Lançamento do Junho Laranja falou sobre tipos de violência e deixou reflexão para o futuro

- 03/06/2025

A Sociedade Brasileira de Queimaduras lançou, na noite desta segunda-feira (2), a campanha Junho Laranja 2025. Com a participação de membros da diretoria nacional e de convidadas, a live reuniu cerca de 100 participantes que puderam assistir a uma importante exposição e discussão sobre violência contra mulheres.

O encontro, online, foi aberto pela vice-presidente da SBQ, a enfermeira doutora Raquel Pan, coordenadora da campanha deste ano e pesquisadora do tema. Ela fez um apanhado geral sobre violência contra a mulher e apresentou dados de dissertação de sua orientanda Ana Luisa Franciscon, que pesquisou a representação da mulher vítima de violência por queimaduras pela mídia digital brasileira. 

Entre os destaques da pesquisa, Raquel Pan informou que os itens mais usados são álcool e gasolina, por serem mais acessíveis, e os ataques são, em sua maioria, no rosto. “Isso para intensificar sentimentos de humilhação e vergonha na mulher. O rosto é local do corpo de fácil acesso e maior exposição”, complementa. 

Em seguida, a advogada e tesoureira da Ordem dos Advogados do Brasil de Minas Gerais, Cristiane Araújo, detalhou os tipos de violência e o que temos de legislação neste sentido. “O Brasil tem até um número bom de leis neste sentido, mas precisamos mudar a cultura, trabalhar a educação, a prevenção”, destacou.

Finalizando o evento, a comandante-geral do Corpo de Bombeiros de Minas Gerais, a Coronel Jordana de Oliveira Filgueiras Daldegan, apresentou dados de atendimento geral da corporação e detalhou aqueles referentes a queimaduras. 

Segundo a coronel, a cada dois dias a corporação atende uma vítima de queimadura. Entre 2020 e 2025, das ocorrências envolvendo mulheres, 8% foram casos de violência. A maioria, entre 31 e 40 anos de idade. 

Ela ainda apresentou ações feitas no estado para tentar conter casos de violência como um todo, entre eles o Emergência MG. “A vítima pode fazer a denúncia de violência de forma discreta e segura, pelo celular, com a possibilidade de compartilhar localização, vídeos e imagens durante o atendimento”, disse Jordana.

O encontro finalizou com leitura de elogios e a pergunta para a reflexão: o que podemos fazer daqui para frente? 


 

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