No Dia Mundial da Saúde, vale lembrar o quanto a ciência faz evoluir os tratamentos e salvar vidas

- 07/04/2026

Com o tema Juntos pela saúde. Apoie a ciência, o Dia Mundial da Saúde 2026, celebrado nesta terça-feira (7), chama a atenção do mundo para a importância da colaboração científica para proteger a saúde das pessoas, dos animais, das plantas e do planeta, convidando população e autoridades para apoiar soluções baseadas na ciência para um futuro mais saudável. 

A evolução no tratamento de queimaduras se destaca como um exemplo concreto de como a pesquisa científica tem salvado vidas, reduzido sequelas e devolvido qualidade de vida a milhares de pacientes. Nos últimos cinco anos, uma combinação de biotecnologia, medicina regenerativa e inovação clínica tem redefinido padrões históricos de cuidado.

Tradicionalmente, o tratamento de queimaduras graves sempre esteve centrado na excisão precoce da área lesionada e no uso de enxertos de pele — especialmente os autólogos, considerados padrão-ouro pela baixa rejeição. Essa abordagem continua fundamental, mas hoje é complementada por novas tecnologias que ampliam os resultados clínicos.

Entre os avanços mais recentes é o uso da membrana amniótica, tecido que envolve o bebê durante a gestação e que, até pouco tempo atrás, era descartado após o parto. Hoje, graças à ciência, esse material biológico vem sendo transformado em um aliado poderoso no tratamento de queimaduras.

Nos últimos anos, estudos clínicos e revisões sistemáticas têm demonstrado que a membrana atua como um curativo biológico altamente eficaz, capaz de acelerar a cicatrização, reduzir a dor e diminuir o risco de infecções.

Outro exemplo poderoso de como a ciência transforma realidades no tratamento de queimaduras é o uso da pele de tilápia como curativo biológico. Desenvolvida a partir de pesquisas conduzidas por universidades e centros de referência, a técnica ganhou destaque internacional nos últimos anos por aliar eficácia clínica, baixo custo e ampla disponibilidade. 

O que se pode concluir é que, antes, o foco era salvar o paciente, agora o objetivo também inclui reduzir cicatrizes, preservar funções e melhorar o bem-estar físico e psicológico. Os avanços recentes mostram que o futuro do tratamento de queimaduras passa por três pilares: regenerar, personalizar e humanizar o cuidado.


Foto: Canva.


 

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