Junho Laranja deu mais visibilidade às vítimas de queimaduras

- 30/06/2020

A campanha deste ano contou com mobilização de todos os setores da sociedade


A Sociedade Brasileira de Queimaduras (SBQ) encerra a campanha Junho Laranja deste ano com a sensação de dever cumprido. Apesar da batalha ainda ser grande, a sociedade, parceiros, apoiadores, profissionais da saúde, imprensa e associados da SBQ tiveram um importante papel de engajamento na divulgação de conteúdo de prevenção e cuidados com queimaduras.  

“Conseguimos dar visibilidade, produzir boas postagens e tivemos muita mobilização. Falamos de queimadura com foco em prevenção, mas sempre destacando a importância dos centros de queimados do País e da política de queimaduras”, destaca o presidente da SBQ, José Adorno.

A Sociedade participou de diversas atividades de trocas de conhecimento, focando em prevenção, tratamento, reabilitação e vários outros tópicos sobre o tema, com profissionais do país inteiro. Como resultado de um dos encontros, foi possível criar uma agenda junto ao Ministério da Saúde para alinhar e dar visibilidade à importância das peles alógenas.

“Avançamos bastante em relação à política do banco de peles. Participamos de uma vistoria online e conseguimos a liberação do banco de pele de Ribeirão Preto/SP”, conta Adorno. Agora, o Brasil conta com cinco bancos de peles.

Mais um ponto que merece comemoração é em relação à iluminação, em cor laranja, de monumentos em Brasília, Natal, Belo Horizonte e Goiânia. A conquista foi da Frente Parlamentar Mista em Defesa da Prevenção de Queimaduras e Atenção Global ao Paciente Queimado, presidida pelo deputado federal Roberto de Lucena (Podemos/SP).

“As pessoas com queimaduras merecem nosso respeito e nosso abraço, por isso a simbologia adotada pelo Congresso Nacional é tão importante. Precisamos mostrar nosso apoio a essa causa”, observou Roberto de Lucena.

A campanha também teve o apoio do Amal Shriners, um braço do Shriners International no Brasil, instituição sem fins lucrativos que tem por objetivo tratar crianças em quatro especialidades: queimaduras, ortopedia, lesão na coluna e lábios leporinos e fissura palatina. Ainda, contamos com importantes parceiros, como: organizações não governamentais, entidades representativas de classes e de setores da sociedade civil, órgãos de governo, empresas que comercializam produtos voltados para tratamentos de feridas e novas tecnologias e pessoas que simpatizam com a causa.

Todos unidos no mesmo propósito: evitar que aumente o número de acidentes com queimaduras e oferecer àqueles que já sofreram uma melhor qualidade de vida.

Balanço do mês

Neste ano, a campanha Junho Laranja da Sociedade Brasileira de Queimaduras ganhou o tema Com fogo não se brinca, com foco no público infantil, mas sem deixar de alertar a população como um todo.

A campanha foi amplamente divulgada nas redes sociais, com materiais para a sociedade e para profissionais da saúde. Tudo o que foi produzido neste período pode ser encontrado no portal da SBQ, Instagram, Facebok, Twitter e Youtube.  Além disso, a imprensa procurou a SBQ em 48 entrevistas foram dadas para rádio, televisão, impresso e veículos online.

Nos estados, o trabalho dos presidentes das regionais e dos associados foi essencial para o mês produtivo. Por outro lado, o trabalho se tornou ainda mais intenso devido à pandemia pelo coronavírus que o mundo enfrenta, o que contribuiu para o aumento do número de acidentes com queimaduras, já que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) liberou a comercialização do álcool líquido 70% para material combatente à Covid-19.

Desde o início da pandemia, os centros de tratamento de queimados do Brasil atualizam uma lista, gerenciada pela SBQ, com a quantidade de internados devido a acidentes com queimaduras por uso de álcool 70%. Até o momento (30/06), 387 casos foram contabilizados no país, ascendendo o alerta para se manter, com ainda mais força, as campanhas de prevenção para os riscos com fogo, álcool e demais vetores de queimaduras.

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