A realidade dos CTQs pelo Brasil - Centro de Tratamento de Queimaduras do Complexo Hospitalar de Sorocaba

YD Comunicação - 25/03/2022

O Centro de Tratamento de Queimaduras do Complexo Hospitalar de Sorocaba é uma das cinco unidades que recebem pacientes queimados no estado de São Paulo. Administrado pela Organização Social de Saúde Serviço Social da Construção (Seconci-SP), o local é coordenado pelo cirurgião plástico Vitor Buaride, entrevistado da semana na nossa coluna.

Vitor é aposentado pela prefeitura de São Pauo. Trabalhou em Tatuapé por 33 anos, dos quais os últimos nove foram na clínica de queimados da unidade. Também já esteve à frente do Hospital da Cruz Vermelha Brasileira, onde coordenou a clínica de queimados. 

Qual a capacidade de atendimento da unidade?

Nós tínhamos capacidade para atender 14 pacientes, mas tivemos uma redução de recursos humanos e agora conseguimos atender sete pacientes na clínica. Também podemos utilizar de duas a três vagas na UTI geral do hospital. 

Nós recebemos pedidos de atendimento sete a oito pacientes, por dia, encaminhados pela regulação do estado. Atendemos, na urgência, em torno de cinco pacientes, diariamente e nosso ambulatório, que funciona de segunda a sexta, faz uma média de 25 a 30 curativos por dia. 

E com relação aos profissionais que atuam?

Os nosso profissionais são todos qualificados, todos cirurgiões plásticos. Temos quatro funcionários do estado e outros 10 da OSS.

Quais as maiores dificuldades encontradas pela unidade?

Temos dificuldades com relação ao número de vagas, que não é exclusiva de São Paulo, mas do Brasil inteiro. Anualmente, temos mais de um milhão de vítimas de queimaduras e uma carência medonha de espaço para atender. 

Vocês enfrentaram mais dificuldades com a pandemia?

Não teve nenhum impacto. Apenas reforçamos os protocolos de segurança no atendimento. 

Está como chefe do CTQ desde quando? Desde que entrou, conseguiu fazer alguma alteração positiva no centro?

Estou desde janeiro de 2019. Nós levamos o protocolo do Tatuapé para lá, fazendo algumas adaptações, para melhorar, de forma geral, o atendimento. Estamos aguardando uma reforma no centro, que deve sair ainda este ano, para ver se a gente consegue voltar para os 14 leitos e ter três leitos de terapia intensiva lá dentro, como era tempos atrás. 

 


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