- 08/09/2026
Celebrado em 8 de setembro, o Dia Mundial da Fisioterapia é uma oportunidade para reconhecer a importância desses profissionais em diferentes áreas da saúde. No atendimento às pessoas que sofreram queimaduras, a atuação do fisioterapeuta é fundamental desde as fases iniciais do tratamento e acompanha o paciente ao longo de todo o processo de recuperação.
Em um trauma que pode comprometer a pele, os músculos, as articulações e a capacidade funcional, a fisioterapia contribui tanto para a prevenção de complicações quanto para a recuperação dos movimentos e da independência do paciente.
Segundo o fisioterapeuta Juliano Tibola, coordenador de Ligas Acadêmicas da SBQ e conselheiro efetivo do Conselho Federal de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (COFFITO), a atuação começa ainda durante a hospitalização.
“Desde as fases iniciais do tratamento, o fisioterapeuta contribui para a prevenção e o controle de complicações respiratórias ou cardiorrespiratórias, para a redução do edema, para a manutenção e recuperação da amplitude de movimento e para o posicionamento adequado do paciente”, explica.
O profissional também tem papel importante na prevenção de deformidades e contraturas, complicações que podem comprometer significativamente a mobilidade de pessoas que permanecem hospitalizadas após uma queimadura.
Da fase hospitalar à reabilitação
O trabalho não termina com a alta hospitalar. Ao longo da recuperação, a fisioterapia atua no tratamento das cicatrizes, na prevenção e no manejo de retrações e na recuperação da força muscular, mobilidade, equilíbrio e capacidade funcional.
Esses aspectos são fundamentais para que o paciente possa recuperar, progressivamente, sua autonomia e voltar a realizar atividades que fazem parte da rotina. “É muito importante para todos nós conseguir pentear o cabelo, nos alimentar, caminhar e retomar nossas atividades do dia a dia e sociais, como a escola e o trabalho”, destaca Tibola.
A extensão e a profundidade da queimadura influenciam diretamente o processo de reabilitação. Em casos mais extensos, alterações na pele, nos músculos e nas articulações podem comprometer de forma significativa os movimentos e a independência do paciente, tornando o acompanhamento fisioterapêutico ainda mais importante.
Sendo assim, para além da recuperação física, a fisioterapia pode representar um importante caminho para que o paciente reconstrua sua autonomia depois de um trauma que, muitas vezes, deixa marcas permanentes.
“Mais que recuperar movimentos, a fisioterapia ajuda a reconstruir possibilidades e a dar um novo sentido à vida desse paciente que teve um trauma que vai deixar marcas para o resto da vida”, finaliza Tibola.
*Foto gerada por IA